A palestra, moderada por Gabriel Villalobos, da ALSUM, com a participação de Erika, da Gallagher Re, e Xavier Pazmiño, da Chubb, analisou o desempenho do seguro marítimo em 2025 e suas perspectivas para 2026. No plano macroeconômico, destacou-se que, apesar da volatilidade global, das tensões comerciais e dos processos eleitorais na região, a América Latina mostrou resiliência, beneficiando-se do nearshoring, de sua proximidade com os Estados Unidos e de seu perfil exportador de commodities. Ficou evidente que o crescimento dos prêmios de seguros marítimos está mais ligado ao dinamismo das importações e exportações do que ao PIB, em um contexto regional de crescimento moderado próximo a 2,3%. No diagnóstico técnico, os participantes do painel alertaram sobre riscos estruturais, como o aumento da criminalidade no transporte de cargas, a incerteza política e a maior gravidade dos eventos catastróficos. Eles também destacaram o momento atual do ciclo de seguros, caracterizado pela concorrência e condições mais brandas, o que exige disciplina e preparação para um eventual mercado difícil. A conclusão foi que, embora o ambiente seja complexo, existem oportunidades claras, especialmente diante de lacunas de seguro, e que a chave estará na resiliência, no conhecimento técnico, na gestão adequada de acumulações e na prevenção.
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